Eletroestimulação com Corrente Aussie
Aussie vs. russa - por que a Aussie ganhou espaço em clínica esportiva.
A corrente aussie foi desenvolvida na Austrália por Alex Ward e colaboradores como uma resposta técnica direta às limitações da corrente russa. A pergunta que guiou a pesquisa foi simples: qual frequência de portadora e qual duty cycle maximizam o torque com o menor desconforto?
Esta aula apresenta a base experimental da aussie e a compara ponto a ponto com a russa, para que a escolha da corrente de fortalecimento deixe de ser tradição e passe a ser decisão fundamentada.
Corrente russa × corrente aussie
Ward et al., 2004 e 2006
| Parâmetro | Russa | Aussie |
|---|---|---|
| Frequência portadora | 2500 Hz | 1000 Hz (1 kHz) |
| Frequência de burst | 50 Hz | 50 Hz (ajustável) |
| Duty cycle do burst | ~50% | ~20% |
| Torque evocado | Menor | Maior (mais eficiente) |
| Conforto | Bom | Bom (comparável ou melhor) |
| Objetivo de projeto | Herança histórica | Otimização torque × conforto |
Ward (2004): o torque máximo ocorre com portadora de 1 kHz e duty cycle de 20%; 2500 Hz sacrifica torque em troca de conforto que a aussie já alcança com melhor rendimento.
Por que 1 kHz e 20% de duty cycle?
A lógica experimental da corrente aussie
Frequência de 1 kHz
Acima de 2,5 kHz o torque cai acentuadamente. A portadora de 1 kHz preserva torque com boa penetração e conforto adequado.
Duty cycle de 20%
Acima de 20% o torque despenca e o desconforto sobe. Bursts curtos concentram energia no momento útil da despolarização.
Eficiência
A combinação entrega mais torque por unidade de desconforto que a russa - o critério que realmente importa na clínica.
